abraço eterno

"Aquela história de até que a morte nos separe não devia ser levada ao pé da letra."
• outra versão do texto da Pâm.


Era uma manhã linda, tal como todas que me pintavam na janela assim que a abria, permitindo a claridade entrar. Eu perambulava sem pressa e sem rumo. Dentro de mim, sensações estranhas, como se algo estivesse esquecido, entretanto, sentia-me leve feito brisa fresca, de verão quente. Caminhei sem saber por onde ia, pois não sabia aonde tinha que chegar. Ao meu redor, pessoas passavam apressadas, correndo atrás da rotina que lhes deixavam ranzinzas e as envelhecem cedo. Não me viam e nem fiz questão. Sentia-me bem com minha companhia.

Desci as ruas da cidade até a praça, lembrando-te princesa. Ontem te enchi os olhos de estrelas, um brilho encantador desses que me fazem sorrir bobo, espelhando felicidade no teu rosto corado, pequena. As horas passavam mais rápido à medida que minhas lembranças tornavam-se tuas e eu sentia-me inebriado com o excesso de alegria que me tomava conta. Eu nunca fora tão feliz, saboreando doses desse amor que só tu me soubesses dar, você me preenchia. E todo amor que eu podia sentir, lhe era devoto, pequena. Meu amor, todo teu.

O sol se punha na cidade enquanto eu continuava a andar sem rumo. Era o crepúsculo, bonita, tua hora do dia. E eu sorri, então. Um riso que se esvaiu no instante que te vi sentada, em um dos bancos nossos. Você carregava a feição mais triste que já vira e isso doeu em mim, consumindo-me, corroendo. Eu quis correr em tua direção, dizer que tudo estava bem. Que tudo ficaria bem. E corri. Sentei-me ao teu lado pondo minhas mãos nas tuas, chamando-te a atenção. Você permaneceu olhando o céu, com o coração te gritando no peito e eu fiquei te chamando, em vão.

Você não me viu, princesa. Você doeu e saiu chorando, deixando-me só.


Continua

21 comentários:

Pâmela Marques | 3:54 PM

Que dolorido, Fê.
Eu fico imaginando a tristeza nos olhos dos dois um amor que era tão bonito, tornar-se impossível. Bem triste isso.

Mas é o que disse: "O amor não morre se permanecer vivo em nós."

Lindo de doer, literalmente.

Te adoro sempre!

Mata Hari | 4:08 PM

Sinto algo parecido, e tão doloroso quanto... Vi que vc nunca perde a alma poeta!
Beijos

Franzé Oliveira | 4:23 PM

Porque temos que sofrer por amor. Será isso amor?
Bjos.

Camila | 5:35 PM

axei muito emocionante :)
boom o final de um começo também !!
muito bom

bejoos

patyemo | 7:00 PM

Ai que triste...mais ao mesmo tempo muuito fodérico.
Acho que todas as coisas devem ser assim...contraditórias.
Bjuxxxx.
Xau.

patyemo | 7:00 PM

Ai que triste...mais ao mesmo tempo muuito fodérico.
Acho que todas as coisas devem ser assim...contraditórias.
Bjuxxxx.
Xau.

Erica Ferro | 7:58 PM

Às vezes a gente fica totalmente triste e desolado, que nem sequer escuta nenhum ruído, nenhum 'estou com você'.
Mas passa.

Quero a continuação num futuro próximo.

Beijo, doce Fernanda.

Jéssica | 8:19 PM

Own, que triste :~
Mas lindo *-* :~

;**

Tay'' | 8:23 PM

Own triste, mas muitoo lindo e perfeito *-*
jáa senti algo parecido.
bjus ;*

carla l. | 9:36 PM

Parece mesmo que a morte os separou... Mas é só enquanto ela não cura a dor dentro do peito e entende que o amor não morre com os seres humanos.

Bê Matos | 10:19 PM

Esses finais, me tiram o fôlego.

Foi tão leve, - e ao mesmo tempo - tão doloroso. Senti com ele. Uma dorzinha, tomou conta de mim.
É a mágica de saber escrever. Fazer as palavras ganharem sentimentos. Fazer um doce, ficar lá dentro. Fazer doer.

Beijo, fê.

Alvaro Vianna | 10:45 PM

Curioso como complemento do outro blog.

Adriel | 11:56 PM

o amor e sua dor... doi só de pensar em perder...

Belo texto! moça
Grande Abraço!

Erica Maria | 12:34 AM

Que lindo :)

Tuas palavras são encantamento puro :)

Bjos no teu coração♥

Mariana Andrade. | 12:50 AM

conseguiste enxergar a alma sendo levada pelo vento? de que cor ela é?

lindo texto. muito lindo mesmo.

Tati Rodrigues | 12:55 AM

...

andei por tantos lugares antes de chegar aqui... e te encontrei... como não acredito no acaso... gostaria de ter o que dizer, mas não tenho, então nada direi...

apenas que voltarei, para ver-te mais.

até.

Desirée | 9:32 AM

ownntttt!
doeu hein!
=/
ameiii!
bjo :)

Diego Morais | 10:13 AM

Não entendi muito bem por que ela saiu correndo, sem dizer nada.
Ela estava triste. Também não sei o motivo, mas devo ter perdido alguma parte do texto.
Mas vai ter continuação

Bruna Bianconi | 10:29 AM

Eu senti a dor :/

Sabe que eu não acho impossível não, acho que podemos ter os dois olhares pela vida, cara se a gente não deixar a criança dentro de nós, viramos meros humanos com cabeça de merda, é dificil mas não impossível.Por culpa de todos os adultos que se esquecem da infância é que eu tenho medo de crescer... :/

Beijos

Mai | 11:37 AM

Há duras verdades neste texto. Porque quando não sabemos para onde vamos qualquer caminho serve e a rotina envelhece e murcha a vida. E sim, você escreve muito e como musicou o poeta: "há que se cuidar do broto prá que a vida nos dê flor e fruto".

Sobre seu comentário lá no 'inspirar-poesia', digo-te que a música está presente em tudo o que faço. Deve ser por isto que você sentiu a música embalando as letras e palavras.
Beijos querida e obrigada por sua visita e comentário.
Volte sempre que desejar e sinta-se entre amigos.

Carinho.

Fernanda Cozendey | 3:05 PM

'continua'

a propósito; comofas ?
complexo, não saber :B