Tive que sorrir quando me dei conta. Havia tanto tempo que tu havias me fugido que minha reação, assustada, chegou a ser cômica. Pude imaginar teus traços, rindo de minha aceleração descompassada por puro despreparo, meu. Talvez seja apenas fruto de uma ausência muito sentida e uma desesperança que já morava em mim, de um nunca mais que estava mais presente do que o pra sempre. Lembra? Te contei em frases passadas, quando o desespero me bateu mais forte e a agonia ofuscava toda a lembrança que tinha de teu riso.
E o vento veio, primeiro. Um vento não esperado praquele dia, uma sensação de abraço nessa brisa quente de primavera-quase-verão. Eu sorri, então. Mas um riso desses que se dá pelo alívio do calor, não por saber quem era no vento. E depois sorri, entre chuva nos olhos, por reconhecer-te. E o vento trouxe alivio, não do calor que derretia os poros, mas da lembrança que ainda não me fora esquecida, por saber te achar por entre a vida e sorrir nesse teu abraço sem mãos.
O coração aquietou-se no peito, calmaria em noites de lua e estrelas nos meus olhos. Tu sempre me vens carregando brilho celestial e me emprestas, um pouco, para que pincele rubor no meu rosto. Teu sorriso, colou em mim. E fiz questão de sorrí-lo para que o mundo pudesse, também, desfrutar da beleza que é o teu riso de menino-moço, ausente. Em mim, esperança pura, pela certeza de que, acorda dia, dorme dia, tua lembrança ficará para sempre, impregnada em mim. E ainda que a escuridão teime em cegar meus olhos, tu há de vir feito sol, feito vela, clareando as imagens de um passado regado de riso teu. Para não soar repetitiva, calo-me agora. A saudade, mantenho escondida. Em vão.
Caindo em si
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Aquele dia estava sendo realmente ruim. Um dia realmente ruim entre uma
seqüência de dias realmente ruins. Na verdade, ele não lembrava a última vez
que se...

14 comentários:
Fê, é tão doce teu sentimento amigo. Que eu me vejo conversando com o meu amado Alan, aquele que me defendeu de várias pessoas e me carregava no peito com um amor tão grande, que só um amigo-irmão conseguiria carregar.
Doce como tudo que tu fazes.
Beijo, bonita.
muito liindo oq escreves :)
tao xeio de carisma, e vc escreve bem demais fernanda !! haa, qndo lançar um livro, lembra de mim qe sou sua fã :)
bejoos ♥
A saudade sai até nos suspiros só pra se desesconder.
:*
Amei teu Blog.
Parabéns!!!
Moça, doce, quando eu crescer quero ser igual a ti. rsss
Bjo bonita
E cada dia que acordo eu espero acordar vendo o sol no riso dele.
Que doces palavras!!!
Beijos
sempre as boas lembranças irão nos abraçar em dias frios.
adoro tuas postagens Fê!
Beijos
'para que pincele o rubor no meu rosto'
ah, essas foi a frase mais linda do texto.
(:
essa é a beleza do amor que já não espera tanto. infinito em sê-lo e só isso.
lindo post, moça (:
Ah, Maria.
Eu queria te dar um abraço. Sério.
És tão doce.
Terminar com um "em vão" não foi em vão.
Seus textos dão um banho em mim, me mostram como eu deveria escrever - mas não consigo.
Lindo, linda!
Tem um selinho especial pra você lá no meu blog.
Engraçado, ouvi uma senhorinha dizer que sorrisos colam, grudam.
ASUHUAS
Um beijo, nem preciso dizer que tudo qui é muito precioso, né?
Acho a saudade tão necessaria quanto o amor sabia...
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