três;

Teu olhar me tirou daqui, ampliou meu ser
Quero um pouco mais, não tudo
Pra gente não perder a graça no escuro
No fundo, pode ser até pouquinho 

Sendo só pra mim sim
[Encontro - Maria Gadú]


Canto por não saber falar. As palavras calam-se em minha garganta, tímidas, coradas. Uma a uma acumulam-se, sufocando-me a fala, agoniando o peito e acelerando o coração que bombeia ansiedade na necessidade de se fazer ouvir. Preciso dizer? Coisa tua, moço. Desde sempre fazendo-me silêncio, turbilhão de borboletas que batem asas na tentativa, vã, de se fazerem livres. Mas não me queixo, não, moço. Pois tais agonias e bater asas dentro de mim me fazem flutuar centímetros acima do chão. E então, sensação de vôo.

Assim, penetro meus olhos opacos nos teus olhos de céu claro. E todas as borboletas, já em agonia, entram no mais puro êxtase e não há mais maneiras viáveis de retornar ao chão. Uma queda livre impossível, um arfar não tão doce e o mundo nas minhas mãos. É esperar a calmaria, que tarda, mas sempre vem. Ou esperar que o calor as canse e, enfim, durmam tranqüilas, recuperando a paz da respiração, tornando o palpitar do coração música de fundo, ambiente. E totalmente teu.

22 comentários:

Pâmela Marques | 2:50 PM

E meu coração acelerou agora, imaginando tudo o que o moço - meu moço - significa pra mim. Fê, você sabe tocar meu coração, e sempre me apaixona mais pelo meu moço também, rs.

Vanessa. | 4:42 PM

É esperar a calmaria que tarda, mas sempre vem.

Dessa vez, tá demorando demais.

;*

Deh ramos | 8:29 PM

E então, sensação de vôo.

ah, como é bom voar!

Drêycka | 10:54 PM

hummmm

que texto delicioso... chega sinto o gosto suave... achei bem a minha cara... essa de juntar emoção com música!

bjsss

Luna | 2:33 AM

pude sentir como se fosse comigo.
logo, parece que foi feito pra mim:

'assim penetro meus olhos opacos nos teus olhos de céu claro'

lindo.

Ana Paula | 9:54 AM

lindo texto. Besos

Antônio | 7:54 PM

Sempre apaixonada, né, Fê... Dá uma leveza boa ler os teus textos.

Beijão, querida!

Carolzinha Sena | 9:08 PM

Trouxe uma leveza, uma calmaria.

Beijo.

Luciana | 9:28 PM

Agonia boa que é essa. Só posso dizer que adoro.

Bonito texto.

Beijo, moça!

Tatiane Trajano | 10:16 PM

"E só de pensar em vc, sinto borboletas em mim"

Mariana. | 12:36 AM

ei bela flor, tem selinho pra você no blog ;*

Desirée | 8:11 AM

Lindoooooo, perfeito, amei!
Expressa exatamente o que estou sentindo :)
Bjos

. débora | 10:29 AM

que texto lindo *-*
juro que não sei explicar o que senti, algo como alegria 'saltitava' aqui dentro, uma coisa tão engraçada!

beijo:*

Janete Andrade | 12:35 PM

quanto palavras também morrem sufocadas na minha garganta, quanta coisa o peito gostaria de falar, mas a voz cala...


;*

Janete Andrade | 12:36 PM

fernaandaa n tô conseguindo visualizar os itens do seu blog totalmente, algum problema? n tá aparecendo o título, nem os seguidores... ;/


=*

Ariane Garcia' | 2:11 PM

Seu texto me faz viajar!

Beki | 3:09 PM

Que lindo texto... Gostei demais da forma como você descreve as coisas de uma forma tão pura e tão simples. Gostei mesmo.

Beijos!

Camila | 8:22 PM

esse trecho do começo do post *-*
da Maria Gadú, liindo demais :)

Erica Ferro | 9:04 PM

Puro doce os teus textos, já disse.

Beijo.

Bê Matos | 9:50 PM

Fer!
Já aceitei, as borboletas no estômago são surdas. Não adianta berrar, gritar nem espernear. Elas continuarão lá. :)

:*

ALLYSON PALLISSER | 10:44 PM

Adorável a maneira com que você escreve, adorei, vou seguir, grande beijo :*

Vanessa. | 3:47 PM

O lay ficou lindo por demais!


;*